Se você se encaixa no perfil de qualquer mulher advogada, possivelmente sabe na ponta da língua quais são os principais problemas do Poder Judiciário, da concorrência e até mesmo do seu cliente.

 

A pergunta que eu te faço é: já parou para pensar quais são os principais problemas da mulher advogada?

 

Tempos atrás eu fiz uma pesquisa com várias advogadas buscando identificar quais os principais desafios da profissão e também quais os maiores sonhos dessa mulher advogada. Aliando o resultado dessa pesquisa com as situações trazidas pelas minhas clientes, eu puder identificar 5 situações como principais problemas que essa mulher advogada enfrenta atualmente e eu vou compartilhar isso com você agora. 

 

Esses são os erros fatais, que impedem que essa profissional alcance os resultados que gostaria na vida. Porém, antes de mais nada, quero deixar claro que esses não são os únicos e a depender do seu momento de vida, vai identificar outros problemas que estejam te incomodando mais e não estão relacionados abaixo, mas, como disse, não são os únicos. Então, vamos a eles:

 

1. A mulher advogada não sabe o que quer!

inteligencia emocional para advogadas - kelly Coimbra
inteligencia emocional para mulher advogada

 

É muito comum me deparar com mulheres que estão mais “perdidas que cego em tiroteio”. Muitas se sentem confusas quanto a seguir a carreira como advogada, outras querem deixar o funcionalismo público para abrir o escritório, mas sentem receio da insegurança da profissão, outras nem mesmo gostariam de ter feito o curso de Direito.

 

Há vários cenários, mas, em todos eles um ponto em comum: por não terem clareza do que querem, seguem a vida fazendo o que não querem sem se darem conta do elevado custo que isso tem: custa a vitalidade, a autoexpressão, a saúde, os relacionamentos, custa a felicidade.

 

Mulher Advogada

2. Abandona os projetos antes de concluir! 

 

Que levante a mão aquela que nunca sonhou!  O problema de sonhar é trabalhar para realizar os sonhos e temos aí um problemaço.  A mulher advogada vivencia um universo altamente estressante e competitivo, quase sempre “falta tempo” para executar com maestria o que já precisa ser feito, que dirá para estabelecer objetivos e metas, planejar e trabalhar a execução deles.

 

 

Nesse cenário, são poucas as advogadas que trabalham com objetivos previamente escritos e,  menos ainda as advogadas que conseguem concluir seus projetos e alcançar os resultados que imaginaram.  O problema que isso causa vai além da não realização dos objetivos, essa repetição de ciclos de abandono e recomeços gera para a mulher advogada um desgaste físico, mental e emocional intensos, roubando energia de outras áreas da sua vida, além de criar ou reforçar uma mentalidade voltada para autossabotagem e a procrastinação. As crenças de incapacidade e não merecimento ficam cada vez mais fortes e a cada resultado não desejado, maior o sentimento de “não consigo”.

 

 

3. Prioriza a vida profissional em detrimento da vida pessoal

 

Quantas advogadas você conhece que padecem de culpa por ter abdicado do tempo com os filhos, com a família ou os amigos com a justificativa de precisar produzir mais, trabalhar mais, ser melhor remunerada?

 

Priorizar a vida profissional é um erro que a maioria de nós comete tentando desenvolver alta performance e ser mais produtivas, é a ideia equivocada de que seria preciso abrir mão de uma área da vida para atingir a plenitude em outra.

 

Eu mesma já caí nessa cilada e durante uma parte da minha vida, abdiquei de momentos especiais da pessoas que amo, simplesmente por acreditar que se eu desse tudo de mim e dedicasse meu recurso mais valioso ao trabalho, eu estaria gerando resultados que compensariam essa ausência no lado pessoal da minha vida.

 

No curso Gestão de Tempo e Produtividade para a Mulher Advogada que desenvolvi, eu falo sobre o quanto é essencial viver em equilíbrio e  harmonia todos os pilares da nossa existência, afinal seu nível de sucesso raramente excederá seu nível de desenvolvimento pessoal,  o sucesso é algo que você atrai pela mulher em quem se torna!

 

No Japão, um país popularmente conhecido por trabalhar demais, os japoneses são tão viciados em trabalho que muitas vezes deixam de dedicar tempo à família, aos amigos, deixam de tirar férias ou cuidar da saúde. Infelizmente as mortes por excesso de trabalho no Japão, em detrimento da vida pessoal, já se tornaram um problema com grandes repercussões e já existe até um termo para descrever essa situação: “karoshi”.

 

A falta de equilíbrio pode comprometer mental e emocionalmente uma pessoa. E se isso acontecer você afastou completamente a possibilidade de ser produtiva e realizada.

 

Uma mulher nesse espaço de dedicação quase que exclusiva ao lado profissional reduz drasticamente a produção de emoções positivas, daí decorrem o estresse, a ansiedade, diversos tipos de doenças físicas e emocionais. Com isso ela também consegue afastar a possibilidade de desenvolver alta performance, de ser uma profissional reconhecida e bem remunerada.

 

 

4. Não desenvolveu as habilidades da inteligência emocional

 

Uma das grandes dificuldades que as advogadas me trazem está relacionada a três pontos específicos, diferentes, porém interdependentes.

 

Elas reclamam sobre a concorrência, que a cada dia que passa aumenta o número de  concorrentes e que nesse meio ainda existem os ditos desleais. Elas reclamam que lhes falta a confiança necessária para se lançar a desafios diferentes e maiores. Elas reclamam que precisam desenvolver mais liderança, autoridade e reconhecimento.

 

O que elas não sabem é que tudo isso (e muito mais!) está relacionado ao desenvolvimento das habilidades da inteligência emocional e, em pleno 2018, é quase inconcebível que não sejam instruídas na faculdade sobre a importância desse tema.

 

Considerando as cinco competências da inteligência emocional: autoconsciência, autocontrole, automotivação, empatia e habilidades relacionais, fica claro identificar como elas se relacionam com as reclamações mencionadas acima. Porém, eu vou te ajudar a fazer esse link.

 

Quando falamos de concorrência, estamos falando menos do que as outras pessoas fazem e mais sobre o que você faz. O que distingue uma profissional requisitada de uma profissional com pouca expressividade, não é o que a concorrência faz, é o que a requisitada faz e como faz.  

 

Se sobressair à concorrência está relacionado à qualidade do trabalho, claro! Também está relacionado e, principalmente, me arrisco a dizer, à maneira como se posiciona no seu nicho de atuação (se ele já existe), como se posiciona perante o seu círculo profissional e pessoal,  à confiança na condução dos diálogos com clientes, colegas e autoridades, à capacidade de manter o controle diante de situações desafiadoras, de inspirar as pessoas que passam pelo seu caminho (a mais efetiva forma de liderança).

 

Desenvolver as habilidades da inteligência emocional é essencial à mulher advogada que busca alta performance, mas que busca também liderança, autoridade, reconhecimento e, consequentemente, melhores resultados financeiros.

 

 

5. Dificuldade para captar clientes e cobrar honorários

 

Essa é uma dificuldade grande e recorrente. Muitas advogadas simplesmente não conseguem cobrar honorários em equivalência à qualidade do trabalho que desenvolvem, algumas nem mesmo conseguem cobrar o valor mínimo da tabela de honorários da OAB.

 

O principal fator, nesse sentido, é justamente o que essa advogada acredita sobre si mesma, sobre o trabalho que desenvolve e sobre o quanto merece ser remunerada por isso. Sim, estamos falando de crenças limitantes relacionadas à cobrança de honorários!

 

Basta observar que muitas sequer consideram todas as especializações e cursos que já fizeram, o custo para conclusão do curso de Direito e simplesmente se colocam aquém da profissional que são e não cobram honorários condizentes com o seu preparo intelectual e profissional. O resultado, claro, é o que elas chamam de “insegurança da profissão”, é a não realização dos objetivos, a dificuldade financeira e, quase sempre, a culpa vai para a concorrência, para o cliente, para a morosidade do Poder Judiciário, menos para si mesma.

 

O mesmo acontece com a captação de clientes. Essa advogada que sequer reconhece as crenças limitantes que possui, simplesmente fica à espera de que os clientes batam à porta do escritório. Diferente daquele profissional que se lança “à caça de clientes”, ela se esconde num casulo! Não ousa se posicionar no seu nicho de atuação, não ousa usar os recursos da internet para se fazer ser vista, reconhecida e lembrada; não ousa se colocar como a profissional gabaritada que é, não ousa compartilhar seu conhecimento e com isso gerar autoridade e reconhecimento.

 

Eu conheço muitas advogadas, acompanho muitas delas nas suas redes sociais, mas são raríssimas as que compartilham seu conhecimento e geram conteúdo de valor para os seus potenciais clientes. Elas simplesmente perdem a oportunidade que as mídias sociais lhes oferece de se posicionar como autoridade no seu nicho de atuação, abrem mão do reconhecimento e, consequentemente de uma pomposa cartela de clientes pelo receio de se expor ou pela comodidade de seguir o padrão. E, veja, tudo isso é possível desenvolvendo um marketing jurídico legal, 100% ético e responsável.

 

Mas, como trabalhar essas questões que impedem à mulher advogada gerar resultados extraordinários tanto na sua vida pessoal quanto profissional?

 

Pois bem, pensando nesses e em vários outros desafios que a mulher advogada vivencia diariamente, eu estruturei o programa Advogada de Alta Performance, o qual se fundamenta em 6 pilares essenciais para construção de uma carreira bem sucedida a partir da transformação que você gera em você e na sua vida.

 

1. Desenvolver as habilidades da inteligência emocional

 

Nós crescemos escutando que deveríamos nos desenvolver intelectualmente se quiséssemos “ser” alguma coisa na vida. Isso quase sempre estava relacionado a ser bom em exatas ou cálculos e um exemplo disso são as olimpíadas de matemática, que demonstram o quanto a parte intelectual era tida como importante.  

 

A sociedade valorizava mais a parte intelectual ao atribuir ao Quociente de Inteligência (QI), grande parte do que uma pessoa precisava para ter sucesso na vida. Porém, com o “boom” da neurociência, há inúmeros estudos com expressivos resultados, demonstrando que a inteligência emocional é o grande diferencial.  E, por inteligência emocional podemos entender a capacidade de gerenciar emoções, é isso que define os limites do nosso poder de usar nossas capacidade mentais e, por consequência determinam nossos resultados na vida. E não vamos longe, cerca de 85% dos líderes de alto escalão das grandes corporações do mundo possuem esse tipo de inteligência desenvolvida, ou seja, são capazes de gerenciar suas próprias emoções e lidar com a dos outros, de ter autocontrole, automotivação, possuem habilidades sociais e são empáticos.

 

 

 

2. Gerenciamento do tempo e produtividade para a Mulher Advogada

Gestão do tempo e produtividade para a mulher advogada diz respeito a fazer  bom uso do tempo com sabedoria e perspicácia, direcionando ações voltadas à realização dos nossos sonhos e metas. Se o seu dia não contempla ao menos 3 atividades de produtividade, ou seja, aquelas que estão te levando no caminho de realizar seus sonhos, então você está jogando vida fora. Nós já sabemos que gerenciar é tempo é gerenciar vida!

 

 

 

3. Comunicação verbal e não verbal

A nossa não linguagem verbal diz mais de nós mesmos do que nossas palavras. Em um Tribunal do Júri, por exemplo, é possível antecipar quem “vencerá” a demanda só de observar a postura corporal dos profissionais envolvidos. Uma postura de derrotado comunica isso não só a quem te vê, como envia mensagens ao seu cérebro que, por consequência produz uma química corporal compatível, ou seja, hormônios de estresse e medo.

 

Além disso, os nossos resultados, em qualquer área da vida, dizem muito do nosso padrão linguístico dominante. As suas palavras podem expressar o que você acredita, onde está o seu foco e até mesmo os seus conflitos internos. Se não tiver consciência disso e agir para mudar, simplesmente seguirá pela vida perpetuando resultados ruins ou medianos.

 

 

 

4. Liderançamulher advogada

Para desenvolver liderança um líder precisa antes de tudo, ser capaz de liderar a si mesmo e aí estão as habilidades da inteligência emocional. Noutro viés, tem-se a necessidade de que esse líder seja capaz de se conectar com as pessoas, seus liderados ou não, potenciais clientes ou concorrentes percebendo potenciais e limitações, usando isso de maneira positiva para engajar e influenciar as pessoas.

Desenvolver liderança é requisito essencial para o reconhecimento e a autoridade que todo profissional bem sucedido e de alta performance possui.

 

 

 

 

mulher advogada

5.Visão empreendedora

 

Boa parte das advogadas não desenvolve essa visão empreendedora porque desconhece a necessidade disso até ser confrontada pelo mercado. Saímos da faculdade sem entender bulhufas de gestão de negócio, não concebemos e executamos um planejamento estratégico para propiciar o crescimento do escritório, não estabelecemos metas de curto, médio e longo prazo para as áreas financeira, para a captação de clientes, para faturamento.

 

Uma visão estratégica do negócio realmente é um diferencial a quem busca a alta performance profissional.

 

Além disso, trabalhar com o marketing digital jurídico digital também é essencial hoje em dia e você pode fazer isso sem ferir o código de  ética, simplesmente usando seus maiores ativos: nome + conhecimento + tempo.

 

 

 

mulher advogada6. Mindset vencedor

 

Atletas de alta performance são o maior exemplo de uma mentalidade vencedora. Eles simplesmente tem claro na mente a visão do objetivo realizado e não tiram isso da cabeça nem mesmo quando sofrem derrotas. O padrão dos profissionais da advocacia, pelo contrário, é o efeito tetris negativo, ou seja, possuem uma atitude mental negativa, focada nos erros, na falta, na escassez, na dificuldade ou nos problemas. Isso  está muito longe de se assemelhar a uma mentalidade vencedora, mas, é importante saber que sem desenvolver esse mindset, não se pode falar em carreira de sucesso e alta performance.

 

Todo mundo quer ter bons resultados na vida pessoal e profissional, mas nem todo mundo está disposto a fazer o que precisa ser feito para isso e está tudo certo, a vida é feita de escolhas e prioridades e cada pessoa define o que é importante para si mesmo.

 

Mas, se você busca alta performance, se você busca resultados efetivos e duradouros na sua vida pessoal e profissional, se você busca realização, então vale a pena dedicar tempo e energia para gerar a transformação pessoal mencionada nos 6 pilares do programa Advogada de Alta Performance.

 

É isso o que está por trás de uma carreira de sucesso. Você não pode fazer o certo em uma área da vida estando fazendo o errado em outra. A vida é um todo indivisível.  🙂

 

E, se fez sentido para você, marque uma mulher advogada, uma amiga, compartilhe com as pessoas que você sabe que se beneficiariam desse conteúdo. Vamos juntas!

Kelly Coimbra

Kelly Coimbra é advogada, empresária, consultora e transformational coach.

Possui 19 anos de experiência na área jurídica, tendo exercido cargos de liderança no 1o, 2o e 3o setor, com destaque para atuação como advogada e consultora jurídica de vários organismos internacionais e órgãos de relevância do Governo Federal.

Durante 5 anos teve seu próprio escritório de advocacia, no último como sócia proprietária do Coimbra e Maciel Sociedade de Advogados trabalhou nas diversas áreas do direito, notadamente em Direito Civil, Processual Civil, Administrativo e Constitucional tanto em âmbito administrativo (assessoria) quanto judicial, primeira instância e Tribunais, com atuação ativa em audiências e suporte consultivo aos clientes.

Foi servidora do Poder Judiciário de Goiás e, posteriormente trabalhou 10 anos como consultora jurídica especializada na Organização das Nações Unidas, mais especificamente na UNESCO, no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e também foi consultora jurídica da Organização de Estados Iberoamericanos – OEI, em projetos voltados à área de educação.

Possui 12 anos de experiência no Governo Federal, desempenhados no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) quando atuou como assessora da procuradora-chefe na análise de processos judiciais e administrativos, com elaboração de normativos regulamentares internos, no âmbito da Administração Pública.

Na diretoria financeira do FNDE atuou como líder e gestora de uma equipe de mais de 50 pessoas, assumindo sob sua responsabilidade mais de 30 mil processos para análise de prestação de contas de convênios, possuindo experiência com gestão pública, gestão administrativa e pessoal, supervisão de equipe, multiplicadora e facilitadora de discussões. Dentro da mesma diretoria financeira esteve na liderança de uma equipe de mais de 20 advogados responsáveis pela análise e fornecimento de subsídios em ações judiciais envolvendo o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).

Transformational Coach, Master em PNL, Hipnoterapeuta possui 4 e-books lançados: Como estabelecer metas e objetivos neurologicamente corretos – O Guia Definitivo; Descubra o segredo por trás da inteligência emociona; 7 passos para terminar o ano do jeito que você gostaria e Cansada de não atingir seus objetivos? Conheça os 10 princípios das metas poderosas e leve sua vida para outro nível.

Já realizou treinamentos e programas de desenvolvimento pessoal para mais de 200 mulheres, impactando não somente advogadas, mas empresárias, servidoras públicas e profissionais liberais, tendo palestrado na OAB-DF, Secretaria Municipal de Educação de Cristalina-GO, Casa Flor, FNDE,
Paralelamente, desenvolve o projeto social de empoderamento feminino: Projeto FloreSER.

Mestranda em Direito Empresarial com ênfase em Mediação, Negociação e Resolução de Conflitos, especialista em Direito Público, especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil, auxilia mulheres advogadas a desenvolver alta performance e realizar objetivos, resgatando seu poder pessoal por meio do desenvolvimento da inteligência emocional.

Membro da Comissão da Mulher Advogada e da Comissão de Mediação da OAB/DF.

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