Talvez você já saiba disso, mas se é a sua primeira vez aqui no Blog é bom que saiba que uma das minhas linhas de trabalho é a produtividade para mulheres. As minhas redes sociais – Instagram, Youtube, Blog, Telegram, Facebook – tudo isso é simplesmente um espaço onde podemos compartilhar conteúdos, ferramentas, vivências, histórias estratégias para sermos mulheres mais felizes, produtivas, realizadas, realizadoras e principalmente, empoderadas! Tudo com muito equilíbrio, qualidade de vida e em conexão com a prosperidade.

Pois bem, essa comunidade tem sido incrível e tem me trazido muitos momentos incríveis e, claro, muito aprendizado. É uma fonte inesgotável de conhecimento e uma das coisas que já ficou evidente para mim, tanto pela comunidade quanto pelas minhas alunas e clientes é o quanto a desconexão consigo mesma pode impedir que mulheres sejam mulher empoderadas, produtivas e realizadoras.

Fica comigo aqui nesse artigo que vou te mostrar como essa desconexão acontece e como isso reflete em nossas vidas diária.

 

Os danos da desconexão com nós mesmas

Ultimamente, venho observando como a desconexão de quem nós somos tem feito estrago na vida das mulheres. Ela causa danos na autoestima, em seu potencial de realização, na habilidade de conduzir situações desafiadoras e até mesmo de criar a vida que de fato querem viver. 

Recentemente eu realizei uma breve pesquisa. A fim de saber quem desejaria participar do meu Workshop de Produtividade Quântica para Mulheres, fiz uma série de perguntas. Foram perguntadas diversas questões relacionadas à autoestima e à procrastinação e autossabotagem (que de certa forma estão interligadas) e também em relação à gestão do tempo Foi assim que eu percebi como esses temas estão ligados à desconexão com o nosso poder pessoal.

Há algum tempo venho falando sobre isso e mostrando como estamos desconectadas de nós mesmas e como a desconexão tem influência e nos nossos resultados, desejáveis ou não, em nossas vidas.

 

Como acontece essa desconexão?

Sabemos que essa desconexão é real, mas qual é a sua origem? Primeiramente, precisamos entender que nosso documento de identidade não diz quem nós somos, apenas diz nosso nome, nossa identificação em meio a um conjunto de outros  seres humanos.

Nossa verdadeira identidade diz respeito a quem nós somos, e também a quem nós acreditamos ser: perceba que existe diferença.

Se expandirmos nossa compreensão sobre o tema, podemos resgatar algumas falas, inclusive no contexto das religiões mais antigas do mundo, que dizem, por exemplo que “somos criados à imagem e semelhança de Deus”. Quando entendemos verdadeiramente o que essa ideia significa, entendemos que somos Fonte também, não apenas conectados, nós somos parte, nós somos a extensão dessa fonte de poder, magia e beleza. Entendemos que estamos contidos nessa fonte e ela está contida em nós. Isso é o que somos.

Já o que acreditamos ser é diferente. Embora todos nós em algum momento tenhamos ouvido a frase que diz que somos criados à imagem e semelhança da Fonte de Tudo o que É, muitas vezes não observamos verdadeiramente seu sentido. E essa é a verdade sobre quem somos: somos esse ser ilimitado em energia. O problema é quando passamos a acreditar que somos diferentes disso. É aí começa nossa desconexão.

Quem nós acreditamos ser é infinitamente inferior ao que realmente somos. Acreditamos que somos seres não empoderados, por vezes acreditamos que somos inferiores, incapazes, pequenas, limitadas. Por isso, há uma enorme distância entre quem somos e quem acreditamos ser. E esse fato se dá sobretudo entre as mulheres.

Hoje, algumas mulheres estão buscando se reconectar às suas essências, ou seja, aproximar o que acreditam ser do que realmente são. E essa busca está longe de ser uma tarefa simples, porém absolutamente necessária. O ponto aqui é estamos cientes que é um caminho que pode durar uma vida inteira, pois quanto mais avançamos e evoluímos, mais identificamos pontos de melhoria, campos para crescimento.

Imperativos que nos limitam

Nós, mulheres, por conta dos estereótipos, da cobrança da sociedade sobre o que é ser mulher sofremos com a desconexão pessoal de maneira muito mais acentuada que os homens. Vamos formando nossa identidade a partir desses estereótipos, sem questionar.

 

Uma identidade que começa a ser construída na convivência com os adultos durante a nossa infância e vai sendo fortalecida com o passar dos anos, em outras incursões na vida coletiva, como a escola, a igreja, o trabalho e outros grupos sociais. 

Enquanto crianças não temos conhecimento intelectual suficiente, muito menos maturidade, para questionar o que estamos recebendo ou experimentando na vida. Simplesmente vamos absorvendo tudo, nos ajustando às necessidades e modos de ser e pensar dos adultos para atender às nossas próprias necessidade emocionais de cuidado e amor, numa fase em que somos 100% dependentes de outras pessoas. 

Não questionamos, apenas absorvemos! E sentimos! E até sentimos a desconexão como esse desconforto, essa incômodo ou mesmo a dor de viver se ajustando às necessidades dos outros, pois sabemos que lá no fundo, isso nos afasta de nós mesmas e da nossa verdadeira essência.

Muitas vezes, somos uma espécie de “pote”, onde recebemos tudo: palavras, comportamentos, emoções, crenças alheias, até mesmo agressões de todo tipo. Se tudo isso que recebemos não está alinhado a nossa essência, simplesmente vamos   “enchendo o pote”. E nossa essência vai ficando no fundo, obstruída, sufocada por todas essas informações de como deveríamos ser, agir e pensar. Assim, vamos formando nossa identidade a partir do que os outros pensam. Construímos nossa visão de mundo a partir da maneira que os outros pensam, como disse, desde a infância.

Na adolescência, por exemplo, elaboramos diversos questionamentos, mas que não chegam a essa identidade construída. Logo, vivemos e agimos a partir dessa identidade construída, sem ao menos nos darmos conta disso. E muitas vezes essas ideias que formaram nossa identidade são reforçadas de forma genérica pelos meios de comunicação, a todas as mulheres.

Ou seja: todas essas informações que recebemos das pessoas com as quais convivemos e da mídia nos dizem como deve agir e pensar uma mulher, sem levar em conta a individualidade de cada uma de nós. E quando essa realidade entra em contato com nossa essência, se dá o conflito.

Dessa forma, trabalhamos para atingir esse ideal inatingível que nos é imposto. São as regras de como devemos nos vestir, nos comportar, o que devemos estudar, que profissão seguir, qual é o corpo ideal, o cabelo que se mostra mais sensual, se devemos ser mães ou não, quando pintar o cabelo e como nos entupirmos de hormônios sintéticos para evitar a gravidez e essa lista pode ser ainda mais extensa.  Buscamos  pertencimento e aceitação em um padrão inalcançável, o que conseguimos em troca é a geração de sofrimento e frustração.

 

Quando os danos começam a surgir…

Buscar se encaixar em padrões criados por outras pessoas tira nosso brilho e nossa alegria de viver. Essa é a causa de toda desconexão com nosso poder pessoal. Quando estamos desconectadas, a tríade da mulher empoderada: autoestima, autoconfiança e autoimagem, fica enfraquecida. Logo, não temos como realizar, nem chegar ao máximo do nosso potencial.

Outro efeito da desconexão é que nos desviamos de nosso caminho. O que acontece muito na nossa vida profissional, já que comumente entramos em carreiras que não queríamos para agradar os pais, ou por ser uma profissão mais valorizada pela sociedade etc. Assim, podemos dizer que a desconexão pessoal nos leva a uma vida a qual não queremos viver, nos impedindo de trilhar o caminho que verdadeiramente desejamos.

Em algum momento, nos damos conta de todo o tempo que estivemos desconectadas da nossa essência, e nos vem a sensação de que estamos vivendo uma vida sem significado.

 

É tempo de se reconectar!

Por tudo isso, é essencial que possamos nos reconectar com a nossa verdadeira essência. Precisamos pensar quais as partes de nós que “ficaram pelo caminho”, e nos redescobrir. A partir daí poderemos realizar nossos objetivos e viver a vida que realmente gostaríamos de viver.

Por meio da reconexão pessoal realizamos não uma mudança, mas uma verdadeira transformação. Ou seja, sair de um conceito para o outro, transformar a base. A reconexão exige a transformação dos nossos paradigmas, do que acreditamos ser. Assim, faremos com que a nossa identidade seja una: a que somos e a que acreditamos ser. 

E o único caminho possível para promover essa reconexão é por meio do autoconhecimento. É necessário ter a coragem de olhar para a nossa história de vida, mexer nas caixas-pretas, lidar com as sombras… isso tudo faz parte do crescimento pessoal. Ferramentas existem muitas, nesse artigo  “O melhor presente que você pode dar a si mesma” eu falo sobre isso, acredito que ele pode te ajudar a encontrar a melhor forma de fazer essa jornada. 

 

Espero que você tenha gostado desse artigo, que tenha feito sentido!

 

Se fez diferença pra você, compartilhe com ao menos uma mulher especial na sua vida, alguém que você gostaria que se reconectasse com si mesma.

 

Somos mais fortes e vamos mais longe quando vamos juntas!!

 

Até o próximo artigo!

 

Com carinho, 

Kelly Coimbra

 

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