Hoje eu quero compartilhar um pouco com você sobre o meu processo de transformação pessoal, com coisas que foram e continuam sendo muito significativas para mim, agregando muito valor ao que tenho buscado concretizar e que senti no coração de trazer para você também! 

 

Nesse artigo eu quero falar especificamente das quatro chaves para transformação não só do seu dia, mas da sua vida como um todo e apresentar um pouco do universo que permeia essa transformação.

 

Vivemos um momento muito desafiador para toda a humanidade, basta observa o que vem acontecendo no mundo atualmente, não só como resultado da pandemia, como também em razão da própria pandemia do Covid-19, uma crise de saúde global sem precedente nessa época moderna. 

 

À parte disso, eu tenho observado já há algum tempo,  nas minhas palestras, nas aulas e sessões com minhas alunas e clientes, no ambiente profissional, seja em contato com os colegas advogados, seja em contato com os colegas empreendedoras e  com as pessoas que convivo de modo geral, que muitas pessoas estão  insatisfeitas com a própria vida, frustradas com a vida  profissional e financeira, outras estão esgotadas mental, física e emocionalmente, e muitas delas estão “à espera de um milagre” para resolver tudo isso.

 

E, para falar sobre as 4 chaves da transformação não só do seu dia, mas também da sua vida, eu quero propor um exercício de reflexão.

 

Para começar, um exercício

Quero propor duas atividades para vocês. A primeira é bem simples: peço que vocês fechem os olhos e busquem identificar no ano passado, que já foi bastante desafiador, e até mesmo no começo deste ano, o quanto você pôde investir em si mesma, em termos de tempo, dinheiro e energia. Leve um tempinho fazendo essa reflexão.

 

Esse tempo é muito importante para que de fato possamos parar e entender tudo que estamos vivendo. Enquanto você fecha os olhos e resgata o que foi feito em 2019 e consegue identificar o quanto pôde investir em si mesma, a pergunta que você deve se fazer é: eu realmente estou satisfeita com isso? com o quanto investi em mim?

 

Caso você esteja satisfeita, quais foram as mudanças que você obteve a partir do que investiu em si mesma? Quais os avanços que você teve? Como você transformou sua realidade? Você mudou seu corpo? Mudou sua vida profissional? Melhorou na área dos relacionamentos? Obteve melhorias na sua saúde? Mudou a qualidade das suas emoções?

 

Eventualmente pode não ter havido nenhuma mudança, você pode não ter transformado em nada sua realidade. Mas a questão não é essa, o ponto aqui é conseguir identificar se de fato investimos esse tempo em nós mesmas. A partir daqui começa nossa trajetória para entender as chaves da transformação não só do seu dia, mas também da sua vida.

 

Conheça as 4 chaves da transformação

Muitas vezes procuramos estratégias rápidas e ferramentas incisivas para gerar a mudança que queremos na nossa vida. Talvez seja este o nosso maior desafio: quando buscamos a mudança, a gente não se compromete de fato com o que precisa acontecer para que a gente viva a vida que queremos viver, para que nos tornemos a pessoa que temos potencial de nos tornar e que no fundo é uma mera reconexão com a nossa verdadeira essência, com quem nós somos de verdade.

 

Primeira chave

Então, se não funciona a mudança, o que funciona? A resposta é a transformação, é mais do que a mudança. Essa é a primeira chave. Já falamos sobre a diferença entre mudar e transformar: a gente muda mexendo em coisas superficiais. Um exemplo que ilustra bem: quando você muda os móveis da sala da sua casa de lugar. Houve uma mudança no ambiente, mas a estrutura continua a mesma. Um exemplo semelhante é o de quem faz uso de medicação para amenizar os efeitos de uma pré-diabetes, mas não se compromete com a transformação dos hábitos nocivos que estão levando ao desenvolvimento da doença. 

 

A mudança não é duradoura, não é sustentável a longo prazo simplesmente porque a situação segue igual, com pequenas alterações insignificantes que não alteram o que está gerando o problema, tampouco transforma a situação que se está vivenciando.  Isso acontece muito, por exemplo, em processos de emagrecimento, quando emagrecemos sem transformar nossa mentalidade. Acontece também quando vivemos replicando processos depressivos, ansiedade e coisas do gênero, ao apenas tomarmos remédios sem entender a raiz dos problemas.

 

Podemos dizer que a mudança é momentânea, enquanto a transformação gera também uma mudança, mas estratégica, sustentável, duradoura, porque mexemos nas raízes, na base. É o que acontece com o pré-diabético que, indo além da medicação recomenada, resolver transformar toda a sua vida: hábitos alimentares, estilo de vida, sedentarismo, tudo, e como isso obtém a cura, ou seja uma verdadeira  transformação 

 

Quando entendemos que a primeira chave é substituir mudança por transformação, paramos de investir em coisas e situações que só irão “tapar o sol com a peneira”. Mais cedo ou mais tarde essas questões vão voltar, e provavelmente pior que antes.

 

Segunda chave

A segunda chave é a transformação da identidade, transformação do ser. Investimos no ser, depois no fazer, para depois ter. Porque é o que pensamos, no que acreditamos, a maneira com que enxergamos a vida, o nosso olhar para a vida e para nós mesmas que faz com que a gente viva a vida que vivemos, que a gente tenha os resultados que nós temos.

 

Se a mudança é só um paliativo, é preciso compreender que esse foco em mudar o fazer nunca será suficiente.  É preciso transformar o ser, e não o fazer, pois o fazer é uma resposta do ser, e o ter é uma resposta do fazer e do ser. Podemos dizer que a mudança não gera os resultados duradouros que buscamos: a mudança quase sempre é no ter, às vezes no fazer (nós investimos muito no fazer). Obviamente é importante investir no fazer, mas se investimos no fazer sem ter consciência de que buscamos a transformação da identidade, não vamos ter resultados duradouros.

Aqui, nós termos a transformação das nossas crenças e modelos mentais, por exemplo. Se há baixa autoestima e falta de confiança, é aqui que encontramos o terreno fértil para trabalhar. 

 

Terceira chave

A terceira chave é a melhoria contínua, investir no crescimento pessoal todos os dias. A transformação é um processo contínuo: quanto mais avançamos, mais temos consciência das coisas que ainda precisamos transformar.

A transformação tem um direcionamento imediato de reconstrução, ressignificação dos nossos paradigmas, das nossas crenças, da nossa identidade de fato. Porém, ao longo do tempo essa transformação vai alcançando outros pontos da nossa identidade que não reconhecemos.

 Nossa identidade está guardada no nosso subconsciente. Transformar nossa identidade significa transformar nossas raízes que estão em nosso subconsciente. Se nossas crenças e paradigmas foram formados ao longo de anos, por repetição, a transformação também deve ser contínua. 

 

Você não precisa de muito para isso, basta uma hora por dia e isso será o suficiente para você investir nas 4 chaves da transformação. Por exemplo:

 

Você pode investir na prática do silêncio, por cerca de 20 minutos, o que que nos ajuda a reconectar com o subconsciente, ouvir nossa intuição e as questões que precisam ser trabalhadas. Aí você pode partir para 20 minutos de atividade física, já que o corpo em bom estado de saúde é um instrumento poderosíssimo para manter sua produtividade e capacidade de realização, gerar estados emocionais positivos e com isso ativar a frequência vibracional. E,  por fim, 20 minutos para investir no seu aperfeiçoamento por meio da escrita e da leitura, escrever é muito importante para o nosso autoconhecimento, das mulheres em geral, pois nos ajuda reconhecer e nos reconectarmos com a nossa natureza cíclica feminina  e usarmos isso a nosso favor.

 

Quarta chave

A quarta chave é o desenvolvimento da inteligência emocional. Desenvolver as habilidades da inteligência emocional é desenvolver nosso feminino, é resgatar a chamada afetividade. Os quatro grandes pilares da inteligência emocional são o autoconhecimento, o autocontrole (a gestão ou autonomia emocional), a gestão dos relacionamentos sociais e a empatia, percebemos que o autoconhecimento e a empatia são os dois pilares mais importantes, pois estamos aplicando a afetividade em nós mesmas e também nos outros.

Investir no desenvolvimento da Inteligência Emocional não só melhora a nós mesmas, como melhora a qualidade dos nossos relacionamentos, ativa o potencial de liderança, nos  torna mais resilientes e aptas para lidar com os desafios da vida.

 

Hora da prática

Agora é hora de colocar tudo em prática, destinando o momento do dia em que você colocar em ação essas 4 chaves da transformação. O mais importante é a tomada da consciência e a escolha de viver essa transformação, de fazer acontecer, todo o resto é consequência e decorrência disso. 

 

Se tudo isso fez sentido para você, você já tem motivos para começar sua trajetória de transformação.

 

Com carinho,

 

Kelly Coimbra

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