Anos de pesquisas nos campos de psicologia positiva e da neurociência comprovam que a felicidade vem antes do sucesso, ela não é resultado do sucesso. É mais que isso até, uma vida de plenitude e saúde passa, necessariamente, por encontrarmos o nosso caminho da felicidade.

Estudos foram feitos para identificar o que acontece no corpo quando estamos felizes e como produzir esse sentimento.  As  pesquisas demonstram que emoções positivas afetam nosso cérebro e alteram nosso comportamento, uma vantagem química concreta: elas inudam nosso cérebro com dopamina, serotonina, ocitocina e endorfina, substâncias químicas naturais  que não só nos fazem nos sentir melhor como ativam e potencializam os centros de aprendizado do cérebro, possibilitam pensar com mais rapidez, ter boa memória e criatividade.

A pesquisadora Lorett Breuning, autora do Livro Habits of a happy brain, explica que “quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem”.  Porém, “cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito”.

Já no livro “O Jeito Harvard de Ser Feliz”, Shawn Achor traz inúmeras pesquisas demonstrando, entre outras coisas  igualmente importante, que:  i) pessoas que expressam mais emoções emoções positivas ao negociar acordos foram mais eficientes e bem-sucedidas do que pessoas com uma postura neutra ou negativa e,  ii)  quando nosso cérebro está constantemente procurando e se concentrando no positivo nós nos tornamos mais energizadas, emocionalmente inteligentes, tolerantes e menos propensas à depressão, ansiedade ou solidão.

A boa notícia, no entanto, é que a sua postura fisiológica e determinados comportamentos podem ativar os níveis de descarga neuroquímica das substâncias mencionadas acima, produzindo os efeitos positivos da felicidade sem drogas ou substâncias nocivas.

Mas, como essas substâncias neuroquímicas naturais agem no nosso corpo?  De forma bem simplificada:

1.Endorfina

São consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural. Pode ser ativadas ao dançar, cantar, trabalhar em equipe, todas atividades que melhoram a tolerância à dor e a união social, por aumentar a produção de endorfinas.

2. Serotonina

É um hormônio que é ativado quando você se sente importante, daí porque o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à ausência de serotonina. Tomar sol, receber massagens, praticar atividades físicas ou relembrar momentos felizes são estratégisas simples para elevar a produção de serotonina.

3. Dopamina

Tem a ver com a motivação e a relação custo-benefício, trata-se de uma substância química que é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida. É possível elevar a produção de dopamina ao se definir metas de curto prazo e sempre celebrar quando realizar tais metas.

4. Ocitocina

A ocitocina é conhecida como o hormônio dos vínculos emocionais, o hormônio do amor, do abraço.  Trata-se de um hormônio essencial para a sobrevivência dos seres humanos pela sua importância na construção da confiança necessária no desenvolvimento dos relacionamentos emocionais. E o ser humano é um ser de relacionamentos emocionais, de ligações sociais.

Abraçar é uma maneira simples de ativar a produção de ocitocina, trabalhar na concretização dos vínculos emocionais também.

Você pode saber um pouco mais nesse artigo publicado pela Folha ou lendo um dos livros mencionados acima. O que posso dizer, com segurança, é que investir nesse conhecimento e no desenvolvimento dessas habilidades pode transformar totalmente sua vida pessoal e profissional.

 

 

 

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