Sempre falo por aqui sobre a importância de nos conectarmos com a nossa verdadeira essência e os benefícios que isso pode nos trazer. Mas sei que essa não é uma tarefa tão simples. Por vezes a vida vai nos atropelando e acabamos colocando essas questões em segundo plano. Mas é essencial entender que essa reconexão é elemento fundamental para o nosso verdadeiro empoderamento.

Por isso, trarei a seguir algumas considerações sobre o que entendemos por empoderamento feminino e como essa reconexão com nós mesmas nos ajuda a alcançá-lo. Vamos lá?!

 

Empoderamento e reconexão

O conceito de reconexão pode gerar um pouco de dúvida, por isso, com o texto de hoje quero trazer a vocês um pouco de clareza para entender o que é reconexão, e porque ela é essencial para a mulher que quer se tornar empoderada e realizadora.

Antes de mais nada, é preciso explicar que aprendi em todos esses anos trabalhando com empoderamento feminino e escrevendo diversos artigos sobre o tema que o conceito de empoderamento feminino não pode jamais ser explicado apenas pelo aspecto financeiro e intelectual, como por vezes possa parecer.

Isso porque parte desse empoderamento não pode ser obtido pelo meio intelectual ou financeiro, é algo que mais íntimo e subjetivo que transcende esses elementos. E é justamente com a parte do aspecto emocional desse empoderamento que a reconexão essencial a que estou me referindo se relaciona.

Como funciona?

Podemos começar pelo fato de que uma mulher que não acredita em si mesma não consegue se empoderar, isso é elemento basilar. Ela pode possuir recursos materiais e também muito conhecimento, porém, sem esse ponto crucial, ela vai continuar vivendo situações que a oprimem, vai continuar vivenciando o sofrimento emocional de não conseguir lidar com os desafios impostos pelo dia a dia. E eles são muitos, não é mesmo?

Isso acontece porque paira na mente dessa mulher que ela não é boa o suficiente (já ouviu falar sobre a síndrome do impostor? Pesquise sobre isso!), que ela pode ser rejeitada a qualquer momento, ou que ela não será acolhida caso não corresponda a determinado padrão. Ainda que essa mulher tenha dinheiro e seja intelectualizada, não será empoderada, pois não exerce o poder feminino, ou seja, o seu verdadeiro poder pessoal.

Não se pode empoderar uma mulher que não acredita em si mesma, que se vê como vítima das circunstâncias, que se sente inferior, que tem medo de ser rejeitada, que não se acolhe, que não se aceita. O empoderamento vem do interno para o externo e não o contrário. É um processo intenso de transformação interior.

O empoderamento feminino só pode acontecer de maneira efetiva se são considerados todos esses aspectos: o financeiro, pois a mulher não pode ficar subjugada em relacionamentos abusivos por causa da dependência econômica; no nível intelectual, é preciso que ela tenha acesso a informações e conhecimentos que possam dar suporte para suas ações e pensamentos; emocional, pois é preciso ser realizada com quem se é e ter inteligência emocional para lidar com as questões internas e com o outro.

 

Da desconexão à reconexão

Com a luta das mulheres para conquistar espaço no mercado de trabalho, passamos a adotar o modelo masculino de liderar, de se vestir, de existir no mundo. Não podemos dizer que isso está totalmente errado, contudo, faz com que haja uma desconexão total com a nossa verdadeira essência. Com essa linearidade característica do padrão masculino, não conseguimos compreender e aceitar a nossa natureza cíclica, que se explica nos ciclos que vivemos ao longo da vida dada a condição e natureza feminina o que fica explicito, por exemplo, ao observamos o nosso ciclo menstrual e as diferenças que possuímos em relação aos homens com base nisso.

Aqui, me arrisco a dizer, esta a principal e mais maléfica desconexão que as mulheres modernas tem sustentado atualmente. Vivemos a partir desse modelo masculino, queremos ser produtivas a partir desse padrão linear, queremos pensar, agir e nos comportar alinhadas com o aspecto racional da nosso cérebro, esquecendo completamente a nossa inteligência emocional (que traz funções e habilidades ditas femininas) como também a inteligência hormonal que rege o nosso ciclo menstrual mensal e com ele toda uma gama de pensamentos, comportamentos, emoções e escolhas. 

Não ha nada mais desempoderante para uma mulher do que não se reconhecer e não se aceitar. Não ha nada mais desempoderante para uma mulher que renegar sua condição biológica, sua natureza e essência feminina ao usar artificios para eliminar aquilo que considera desnecessário, inútil ou supérfluo como a menstruação, por exemplo.  Não ha nada mais desempoderante para uma mulher tentar se encaixar em padrões que não lhe cabem, que não acolhem seu corpo, seu cabelo, suas ideias. Não ha nada mas desempoderante para uma mulher que o medo de ser criticada ou julgada por ser quem  e com isso viver escrava do “parecer bem”. . Não há nada mais desempoderante para uma mulher do que não reconhecer seu poder pessoal, sua força, sua beleza e sua intuição E isso, minhas amigas, não há dinheiro ou diploma que compre.  

De outro lado, essa  falta de equilíbrio entre o masculino e o feminino não se reflete apenas em nós, mulheres, que estamos vivendo desafios enormes, até mesmo no que diz respeito a nossa sobrevivência física, sim, manter-se viva hoje em dia é um dos maiores desafios da mulher moderna. A falta de equilíbrio entre o masculino e o feminino também fazer sofrer aos homens, que não “podem” se conectar com seu emocional,  tem dificuldades de acessar sua intuição (sim, todos temos) e vivem sujeitos à essa masculinidade tóxica que mais destrói e gera prejuízo do que se pode perceber num simples olhar. Mas, isso é tema para outro artigo e se você quiser que eu fale sobre isso, pode deixar um comentário aqui embaixo que eu vou deixar registrado.  🙂

Além de tudo isso que já vimos, a desconexão individual e coletiva com o feminino é o que está levando à destruição da mãe natureza, que é a parte feminina de toda a criação. Por isso, encontrar formas (e elas podem ser diversas e de múltiplas naturezas, não existe um caminho único) de estabelecer essa reconexão é contribuir para o melhoramento não só do seu mundo, mas de toda a sociedade.

Podemos dizer que uma mulher que se reconectou com seu feminino é uma mulher desperta, consciente de seu poder pessoal e que pode ser e viver o que quiser e que está pronta para transformar o mundo ao seu redor.

“Quando as mulheres estiverem plenamente conscientes do seu poder, elas poderão usá-lo para transformar a si mesmas e ao mundo ao seu redor”. Mirella Fair.

Que possamos descobrir nossa força, iluminar nossas mentes e celebrar nossas emoções, honrando a nós mesmas, as mudanças nos nossos corpos ao longo da vida e as faces das mudanças como sagradas, assim como sagradas somos todas!

Ser mulher é uma dádiva! 🧘🏽‍♀️

Compartilhe esse texto com mulheres especiais que precisam se reconectar com seu feminino. Vamos fazer essa transformação juntas!

 

Com carinho,

 

Kelly Coimbra

 

 

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