O Coronavírus, ou COVID-19, acabou por nos pegar de surpresa e se espalhou rapidamente pelo mundo, ao ponto de logo nos primeiros meses já ser considerado uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas além da doença e seus sintomas, dos aspectos econômicos, das vidas que estão a sofrer com direta e indiretamente com essa pandemia, é preciso ficar presente para o aspecto vibracional que essa crise mostra e também nos traz. 

 

A primeira coisa que precisamos relembrar aqui é a de que somos seres vibracionais, somos energia e estamos todos interligados nessa teia energética e vibracional. A própria ciência vem nos mostrando isso ao longo dos tempos, temos Einsteins com a Teoria da Relatividade a dizer que energia e matéria são a mesma coisa ou Werner Heisenberg, um dos expoentes da mecânica quântica, que afirma que “o universo não é feito de coisas, mas as redes de energia vibracional, emergindo de algo mais profundo e sutil”

 

Somos seres vibracionais vivendo uma experiência material 

Essa frase também poderia ser escrita de outra forma somos seres espirituais vivendo uma experiência material. Aristóteles chamava a vida de “espírito que permeia a matéria”,  fato é que todos nascemos sensíveis e empáticos, mas por falta de reconhecimento e treinamento, essa capacidade muitas vezes se fecha e é posta numa prateleira para “uso em data posterior”.

Mas, não tem como fugir disso, somos como diapasões, nós copiamos as ressonâncias com quais nos conectamos energeticamente. E essas informações energéticas estão aí no mundo todo e dentro de você. 

Nós vivemos num mundo de ondas. Das partículas-ondas-nucleares ao nascer e ao pôr do sol, às frequências invisíveis que transportam informações, o mundo à nossa volta oscila. Sabemos que a energia se move em ondas que podem ter uma ampla gama de amplitudes (intensidades) e frequências (velocidades), o que lhes confere características e comportamentos únicos. Sabemos também que as ondas de energia viajam por intermédio de um campo, um meio, como o ar, água e até mesmo a percepção.  

E por isso estamos vibrando. E todos não só eu e você, seres humanos, tudo no universo vibra, a própria Terra está vibrando. Greg Braden, ex-projetista de sistemas de computador e geólogo, fez pesquisas incríveis sobre os ciclos geofísicos da Terra, que tem se repetido ao longo da história e sido descritos por culturas anteriores à nossa. 

Braden estudou a frequência ressonante básica da Terra e afirma que a “frequência cardíaca” da Terra está subindo, enquanto eu campo magnético está caindo e liga essas mudanças de frequência da Terra à nossa própria vibração celular e mudanças de DNA talvez revolucionárias.  Segundo ele, com o campo magnético mais fraco e a frequência de base mais rápida, velhos padrões emocionais e mentais ficam menos fechados, permitindo-nos um acesso mais fácil a estados superiores de consciência.

 

Fato é que vivemos nesse mundo de ondas e vibrações, estamos inseridos nele, fazemos parte dele, afetamos e somos afetados por ele. E são nossos pensamentos, emoções e o nosso próprio corpo que influenciam a frequência, a vibração de um aspecto da compleição emocional e física de uma pessoa afeta os demais aspectos, ou seja, pensamentos influenciam emoções e influenciam o corpo, mas o corpo também influencia pensamentos e emoções, ao passo que as emoções também influenciam o corpo e os pensamentos. A mudança em qualquer um desses três aspectos afeta os outros dois. 

Mas, não é só isso, a vibração pessoal de cada um é afetada pelas vibrações do mundo e das outras pessoas. Nós afetamos as pessoas da mesma maneira que elas nos afetam com a sua vibração pessoal, estamos todos conectados e nos influenciamos mutuamente.

 

A vibração da preocupação coletiva

Diante do novo cenário brasileiro e mundial, o Coronavírus têm gerado uma série de emoções e sentimentos que ao invés de favorecer o processo de enfrentamento da pandemia torna tudo ainda  mais desafiador. 

É claro que temos movimentos individuais e sociais em prol do coletivo, buscando cuidar das pessoas menos favorecidas, mas, infelizmente, de maneira geral, vivemos um sentimento generalizado de preocupação, medo, ansiedade, angústia e frustração 

Talvez a maior parte das pessoas estejam a gerar a energia do medo, porque se preocupam demais, permanecem  muito tensas em relação ao momento atual e ansiosas em relação ao futuro e não percebem que estão a vibrar e  transmitir ao universo essa frequência de cunho negativo.

Quando você se vê estressada, irritada, com medo, triste ou ansiosa, isso não atinge apenas você, mas sim uma coletividade. Todos nós que aqui estamos contribuímos, de uma forma ou de outra, para a frequência vibracional do todo e cabe a nós saber se essa contribuição será positiva ou negativa.

 

Considerando que afetamos e somos afetadas pelo campo coletivo vibracional, nós podemos contribuir de maneira positiva ou negativa para a sustentação de uma frequência vibracional de baixa ou elevada contração, como também podemos contribuir para a facilitação da própria propagação do vírus.  Uma vez que somos afetados fisicamente pela nossa experiência vibracional, sentimentos negativos são capazes de reduzir a nossa imunidade, por exemplo, estaríamos a contribuir negativamente com a pandemia que já tem seus próprios meios de devastação em massa.

Dentro do campo vibracional, podemos compartilhar as mais diversas informações, sejam elas positivas ou negativas, então, é de nossa responsabilidade saber exatamente como e o que pensar para que não haja alterações abruptas nesse campo, prejudicando o coletivo.

Além disso, também é importante que nós, como um coletivo, nos conscientizemos que mesmo as matérias sólidas e palpáveis também são capazes de concentrar energia em seu interior, podendo ser carregadas conosco ao longo do dia. Tendo isso em vista, também é importante ter cuidado com esse fator.

 

A Escala Hawkins da consciência (ou tabela das emoções) 

Estamos todos conectados e já ouvimos falar sobre isso  há tempos, a diferença hoje em dia temos inúmeras pesquisas demonstrando que essa conexão existe o que nos leva a começar a buscar uma mudança em relação ao nosso papel no mundo. Precisamos nos ver como parte do mundo e não como se estivéssemos separados dele. 

Já dissemos como a vibração pessoal é afetada pelas vibrações do mundo e das outras pessoas, e vice-verso. As frequências de energia da matéria tem frequências de consciência que lhes correspondem.

Nível de consciência é o estado em que o ser humano toma decisões  e é diferente do estado das emoções que são passageiras. Nós passamos por vários desses estados ao longo do dia e da vida em situações diferentes, obviamente nos comportamos de maneira diferente. Quando mais permanecemos num determinado nível de consciência ou, em outras palavras, quando mais pensamos, decidimos e nos comportamos de maneira similar, aí está o nível atual de consciência, o nível de consciência do momento.

Sobre isso, médico psiquiatra  Dr David R. Hawkins, dedicou anos da sua vida a estudar, por meio da medição e a determinação matemática os níveis de consciência humana. Realizou pesquisas usando a cinesiologia e dentre outras coisas importantes, nos deixou como legado uma mapa da consciência humana que muitos chamam de a Escala Hawkins da consciência (ou tabela das emoções) .

O modelo de consciência do Dr. Hawkins centra os níveis de consciência ao redor de valores-chaves fundamentais da vida humana, capazes de carregar o ser humano por todos os níveis, até o nível da iluminação e o da não dualidade.

 

Essa tabela explica como funciona a escala da consciência e das emoções nos mostra e faz parte do livro “Poder vs Força: Os determinantes escondidos no comportamento humano”.

 

Um trecho do mencionado livro pode nos ajudar a entender como nosso estado de consciência e consequentemente o estado vibracional que sustentamos a partir disso pode contribuir positiva ou negativamente para o coletivo. 

“Embora apenas 15% de toda a população do mundo esteja acima do nível crítico 200 de consciência, a força coletiva desses 15% tem o peso para contrabalancear a negatividade dos 85% restantes da população mundial. Devido ao fato da escala de força avançar logaritmicamente, um simples Avatar em um nível de consciência de 1.000 pode, na verdade, contrabalancear totalmente a negatividade coletiva de toda a humanidade.

Um indivíduo que vive e vibra na energia do otimismo e da disposição de não julgar os outros (nível 300) irá contrabalancear a negatividade de 90 mil pessoas que estão calibradas nos níveis mais baixos de força. Um indivíduo que vive e vibra na energia do puro amor por toda a vida (nível 500) irá contrabalancear a negatividade de 750 mil pessoas que estão calibradas nos níveis mais baixos de força. Um indivíduo que vive e vibra na energia da iluminação, graça e paz infinita (nível 600) irá contrabalancear a negatividade de 10 milhões de pessoas que estão calibradas nos níveis mais baixos de força (aproximadamente 22 desses sábios estão vivos hoje).

Um indivíduo que vive e vibra na energia da graça, do espírito puro além do corpo, num mundo de não-dualidade e unidade completa (nível 700), irá contrabalancear a negatividade de 70 milhões de pessoas que estão calibradas em níveis mais baixos de força (aproximadamente 10 desses sábios estão vivos hoje).“

 

Disseminação do Coronavírus

De fato, não podemos esquecer que o estado atual do país, com toda essa propagação do COVID-19, é realmente preocupante. Isso não pode ser deixado de lado de maneira alguma, principalmente porque é uma questão tanto de saúde individual quanto coletiva.

O que tratamos aqui nesse momento diz respeito aos pensamentos e nível de consciência desenvolvidos diante desse cenário. Querendo ou não, nós somos levados a desenvolver de maneira mais concisa os pensamentos negativos e sabemos que, embora seja inconsciente, isso também só atrai mais negatividade, fazendo que estejamos alimentando uma consciência de baixa vibração e consequentemente seja essa a nossa contribuição vibracional para o coletivo. Eu nem preciso dizer que isso deveria ser afastado em um momento tão caótico como esse, né?

Às vezes nós acabamos distribuindo nosso foco de maneira desigual, deixando de lado não os aspectos positivos do que estamos vivenciando, as conquistas que tivemos e estamos tendo (ainda que seja por não adoecer) e ao momento de reflexão e transformação profunda que esse período nos traz para seguir  dando ênfase aos problemas e dificuldades. Embora não seja nada agradável passar por determinadas situações, é no meio da crise que encontramos a oportunidade única e especial de transformação não só do contexto que estamos vivendo, como também de expansão do nosso nível de consciência e elevação dos valores humanos. 

 

Esse é um momento muito singular na história da humanidade. Ninguém nunca espera uma pandemia, mas, se analisarmos bem todo o quadro, podemos dizer que a negatividade pode ter uma pequena parcela de culpa na atração desse enorme problema. O pensamento coletivo influencia o meio como um todo.

A maior parte das nossas decisões é tomada vivenciando um determinado nível da nossa consciência e vivenciar esse processo sob a perspectiva de que muito servirá para a expansão da consciência individual e coletiva,  como o momento em que conseguimos enxergar o que está certo ou errado, o que precisamos mudar ou não para que a situação não se agrave e para que possamos evoluir com esse quadro, deve ser a tarefa de quem realmente busca ser um ser alguém melhor e cuidar da evolução do lado humano num momento tão desafiador.   Esse quesito também se enquadra na busca pelo autoconhecimento, quando podemos nos focar em nós mesmos para atingir uma evolução considerável.

 

 O que podemos aprender com a pandemia do Coronavírus?

É importante lembrar que a saúde é também uma questão pública, ou seja, é de todos nós. Então, com base nisso, precisamos pensar coletivamente e abandonar a perspectiva do “eu sozinho”, porque em nenhuma sociedade é possível pensar apenas em si mesmo para resolver os problemas.

O coronavírus surgiu como uma onda, infectando milhares pessoas. Claro que, inicialmente, eram pequenos grupos isolados, mas, com as viagens e contatos, acabou se espalhando pelo mundo inteiro de maneira rápida. É, de fato, preocupante, mas não podemos nos deixar abater tão facilmente e “entregar os pontos”.

Mesmo diante de um cenário como esse, muita gente ainda acha que não pode ser atingido pelo vírus e esse tipo de pensamento é muito preocupante. Dados os fatos, nós precisamos pensar em todos, de uma maneira geral, e, ao dizermos que não nos preocupamos, nós colocamos a vida de uma grande quantidade de pessoas em risco, não apenas a nossa.

O coronavírus não distingue quem possui mais dinheiro ou quem não tem uma boa renda, visto que tanto milionários quanto pessoas simples estão sendo infectadas. Nós devemos transcender, ir muito além do que apenas a questão material do individualismo. O COVID-19 deve ser pensado coletivamente para que não seja disseminado e acabe atingindo ainda mais pessoas.

Principais lições

Com tudo o que estamos passando agora, é possível dizer que o coronavírus nos deixa algumas lições, principalmente sob a perspectiva vibracional. Nós influenciamos o campo e somos influenciados por ele, nossos pensamentos, sentimentos e emoções, nossos corpos estão vibrando e construindo os resultados individuais e coletivos que temos, quer tenhamos consciência disso ou não.  Assim, quanto mais negatividade, maior a energia estamos a colocar numa frequência de baixa vibração e já sabemos que isso não é bom para ninguém. 

Além disso, diante de todos os acontecimentos, nós podemos presenciar coisas inéditas, como, por exemplo, o museu do Louvre sem nenhuma visitação, ou com uma visitação reduzida, as ruas vazias, pessoas trabalhando a partir de casa. Quando, em todos esses anos, com todo o conhecimento que nós adquirimos, iríamos pensar que algo assim pudesse acontecer? E talvez esse seja um forte chamado para o retorno ao lar: ao lar da alma, ao lar com a família, aos processos  de reflexão e autotransformação que contribuíram para a melhoria da vida em sociedade. 

Outro fator muito notável diante da pandemia foi a desaceleração da rotina de muitas pessoas. Talvez, com isso, seja possível, enfim, buscar o autoconhecimento e deixar de lado os desejos egoístas. Nós não estamos sós e não podemos viver sós, está na hora de voltar a pensar na coletividade e valorizar o lado humano, os bens materiais perdem-se em momentos como esse, pessoas que deram sua vida pelo trabalho simplesmente se vão sem levar nada disso consigo, é hora de priorizar a vida humana e as pessoas, não importa em que contexto elas vivem. 

Sendo assim, pode-se dizer que, se nós nos juntarmos e começarmos a pensar de maneira mais consciente, com uma consciência realmente expandida, com um grande número de pessoas envolvidas nesse plano, nós poderemos não só melhorar essa situação como também contribuir significativamente na (re) construção de um mundo e uma sociedade mais empática, onde o amor e o respeito são realmente os valores humanos que verdadeiramente  prevalecem. 

 

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Até a próxima semana! 

 

Com carinho, 

 

Kelly Coimbra

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