Você pode até pensar que se trata de um “modismo”, mas, não! Desenvolver a inteligência emocional é uma das garantias que você vai ter sucesso na vida, sem perder a saúde, a família e a alegria.  Nesse texto eu vou ajudar você a descobrir o segredo por trás da inteligência emocional desenvolvida e que faz com que pessoas diferentes ao redor do mundo inteiro sejam mais produtivas, melhor remuneradas, mais saudáveis e felizes.

Bem, quando pensamos em inteligência emocional nos dias atuais não tem como escapar do nome Daniel Goleman psicólogo e PhD pela Universidade de Harvard, é reconhecido como o “pai” da inteligência emocional por tornar o conceito conhecido mundialmente ao publicar o livro Inteligência Emocional ainda em 1995, best seller internacional que já vendeu mais de 5 milhões de cópias, além de escrever vários outros livros sobre o tema igualmente reconhecidos.

Goleman também é citado em vários outros best sellers no Brasil e no mundo, a exemplo dos livros “O Jeito Harvard de Ser Feliz”, de Shawn Achor e “O Poder da Ação”, do brasileiro Paulo Vieira.

 

As cinco habilidades da inteligência emocional

 

No livro Inteligência Emocional, Goleman aponta que pessoas  emocionalmente inteligentes têm desenvolvidas cinco habilidades, que são, na verdade, a sustentação ou os pilares de todo conceito da IE. São elas:

1. Autoconsciência (autoconhecimento): “significa estar “consciente ao mesmo tempo de nosso estado de espírito e de nossos pensamentos sobre esse estado de espírito”.

É a capacidade de reconhecer as próprias emoções, de como estamos sentindo internamente. Pessoas que não tem essa habilidade desenvolvida estão à mercê dos sentimentos, pois não são capazes de analisar e monitorar suas emoções, agem por impulso e quase sempre com exagero, dominadas por sentimentos turbulentos. Ao contrário, pessoas autoconscientes são capazes de ser melhores condutoras da própria vida.

Todos nós conhecemos alguém que não consegue conter seus impulsos e vive se metendo em confusão desnecessariamente. Sabe aquele advogado que perde a cabeça (e o controle) em qualquer situação? Ou aquela chefe que não consegue conduzir uma reunião sem se exceder com seus colaboradores ou aquela pessoa que sempre tem uma resposta à altura, não leva desaforo para casa, doa a quem doer?

Então, essas pessoas não estão conscientes dos seus sentimentos e emoções, não agem por si mesmas, mas em função das suas emoções sejam elas boas ou ruins, são, como dizem os psicólogos, vítimas de “sequestro emocional”, que é o agir sem pensar de maneira consciente.

Pessoas autoconscientes dificilmente agem por impulso porque conseguem perceber a tempo (de não por tudo a perder) como estão se sentindo, que emoções estão produzindo e adotar a postura adequada ao momento, em especial por conseguir antecipar os efeitos nocivos que a impulsividade pode lhes trazer. São aquelas pessoas que param e respiram fundo antes de “meter os pés pelas mãos”.

 

2.Controle emocional: é a capacidade de manter sob controle as nossas próprias emoções, aquelas que nos afligem, algo que é essencial para o bem estar.

O objetivo é o equilíbrio e não a eliminação das emoções. “A capacidade de manter o autocontrole, de suportar o turbilhão emocional que o acaso nos impõe e de não se tornar “escravo da paixão”, tem sido considerada, desde Platão, como uma virtude”. Ansiedade, raiva, depressão estão relacionadas ao baixo desempenho, à maior dificuldade de interação com as pessoas e dificuldades de aprendizado.

Não conseguir ter controle emocional afeta nossas habilidades para tomar decisões, afeta a produtividade e a eficácia também despenca. O pior é que isso não tem consequência só para a pessoa envolvida, mas também para equipes e organizações inteiras, pesquisas evidenciaram que líderes que sentem mais sobrecarregados com a pressão no trabalho, consequentemente mais estressados ou irritados, lideravam equipes com o pior desempenho e os lucros líquidos mais baixos.

Está bom para você?  Agora, pense isso para uma mulher advogada que precisa estar a todo tempo no controle de inúmeras tarefas em contextos diferentes, como a condução do lado profissional, o cuidado com os filhos, a relação com o companheiro de vida, a família, os amigos?  Não é de se admirar que haja tantas mulheres padecendo de estresse, depressão, acometidas com problemas do coração e outros males.

 

3.Empatia: é a habilidade de saber com o outro se sente. “A empatia é alimentada pelo autoconhecimento, quanto mais consciente estivermos acerca de nossas próprias emoções, mais facilmente poderemos entender o sentimento alheio”.

Nas palavras de Sri Prem Baba, “se existe um remédio para esse mundo tão doente, esse remédio é a compaixão. Todo ser humano carrega feridas de exclusão, humilhação, abandono e rejeição e, por isso desenvolve mecanismos de proteção e defesa. E isso nos distancia do outro e nos torna insensíveis, incapazes de ter empatia e manifestar compaixão”.

A habilidade da empatia é uma ferramenta poderosíssima para quem trabalha com pessoas, como é o caso das advogadas. Uma relação de confiança, seja ela profissional ou pessoal, só se estabelece entre as pessoas quando há empatia. Isso explica por que pessoas muito “fechadas” tem dificuldade de se conectar, de serem reconhecidas e não precisamos falar aqui sobre a importância desse tema para o universo da mulher advogada, né?

A verdade é que essa habilidade entra em cena em vários aspectos da vida, que vão desde as práticas comerciais, às relações profissionais, ao casamento, à maternidade, às amizades, etc. Ter empatia permite o estabelecimento de relações interpessoais mais produtivas.

 

4.Relacionamentos interpessoais: é a habilidade de relacionar-se com outras pessoas, a qual exige o desenvolvimento do autocontrole e da empatia.

A capacidade de controlar as emoções de outra pessoa está intimamente ligada à arte de se relacionar com o outro. Essas aptidões pessoais são competências sociais eficazes na relação com os outros, são elas que nos “permitem moldar um relacionamento, mobilizar e inspirar os outros,  vicejar em relações íntimas, convencer e influenciar, deixar os outros à vontade”.

Num dos maiores estudos de psicologia de todos os tempos, conduzido pela Universidade de Harvard desde 1930 (os Homens de Harvard), George Vaillant, o psicólogo responsável por conduzir o estudo nos últimos 40 anos, após a análise detalhada dos dados do estudo concluiu em seu artigo publicado em 2009: “há 70 anos de evidências de que os nossos relacionamentos com as pessoas importam, e, importam mais que todo o resto”.

Aquele que investe nos seus relacionamentos interpessoais – parentes, amigos, colegas, parceiro de vida – tende a multiplicar seus recursos emocionais, intelectuais e físicos.  Nesse mesmo estudo citado acima, os pesquisadores descobriram que os vínculos sociais são fatores preditores não apenas da felicidade em geral, mas também da realização na carreira, do sucesso profissional e de uma renda mais elevada.

Bem, é até desnecessário dizer, mas, para não deixar passar em branco, vou reforçar aqui que toda a atuação profissional das mulheres advogadas passam pelos relacionamentos interpessoais, não importa qual seja a área de atuação. A questão é que quanto mais você investir nos seus relacionamentos interpessoais, mais feliz você será e, quanto mais feliz você for, maiores serão suas vantagens em todas as áreas da vida. Se você quiser saber mais sobre a importância do benefício da felicidade para mulheres advogadas veja esse artigo que eu escrevi.

 

5.Automotivação: é a capacidade de direcionar as emoções para a conquista de um objetivo.

“Quando as emoções dominam a concentração, o que está sendo soterrado de fato é a capacidade mental cognitiva que os cientistas chamam de “memória funcional”, isto é, a capacidade de ter em mente toda a informação relevante para a execução de uma determinada tarefa.

Não entendeu? Deixa eu dar um exemplo: sabe aquelas metas e objetivos que você traçou e não consegue executar? Pois saiba que a sua capacidade de se manter automotivada, com foco e com energia suficiente está inteiramente relacionada com o nível da sua inteligência emocional. Quanto mais desenvolvida ela for, maior será a sua capacidade de se manter focada, com domínio das emoções independente de que situação você esteja vivendo na sua vida profissional ou pessoal.

Conseguir discernir as emoções e ter controle da forma como agimos a partir disso nos coloca numa outra perspectiva mental e comportamental. Ou seja, você não será mais atrapalhada por suas emoções, ao contrário, sendo capaz de ter domínio delas, você se manterá mais motivada, pois isso aumenta nossa capacidade de pensar e fazer planos, de seguir focadas para a execução de uma meta, de resolver problemas.

 

O segredo por trás da inteligência emocional

 

Gerenciar nossas emoções define os limites do nosso poder de usar nossas capacidade mentais e, por consequência determinam nossos resultados na vida. E este é o segredo por trás da inteligência emocional: ser capaz de gerenciar emoções!

Depois que você entendeu qual é o segredo, eu te pergunto, dá pra viver sem desenvolver inteligência emocional? Sendo bem honesta, você pode até sobreviver sem isso, mas ter uma vida plena, pessoal e profissionalmente, dificilmente será possível se você não se empenhar em melhorar ou desenvolver tais competências e, enfim, conseguir ter maestria no gerenciamento das emoções (suas e dos outros!).

Para te ajudar, trago abaixo 10 perguntas que vão trazer um pouco de clareza e mostrar se você precisa ou não pensar em desenvolver sua inteligência emocional. Repare que não é um teste de inteligência emocional, apenas algumas perguntas para te fazer refletir sobre isso, ok.

 

  1. Você duvida dos seus sentimentos e emoções?
  2. Você mantém suas emoções e pensamentos sob controle?
  3. Você consegue ser transparente quanto aos sentimentos e emoções na frente de outras pessoas?
  4. Você reconhece o seu próprio valor e capacidade?
  5. Você se incomoda por ter pensamentos negativos ou por que assuntos sem importância dominam sua cabeça?
  6. Você consegue perceber as emoções alheias sem se afetar por elas?
  7. Você procura desculpas para fugir de situações ou estar com pessoas que lhe causam mal-estar?
  8. Você gosta de trabalhar em equipe e nota que o seu rendimento é melhor assim?
  9. Você é persuasiva e influenciadora?
  10. Você é uma líder e as pessoas reconhecem isso em você?

Se você quiser, pegue papel e caneta para responder às perguntas, você vai se surpreender com o resultado.

A boa notícia!

 

Agora eu vou te dar a boa notícia: A inteligência emocional pode ser desenvolvida!! Você reparou que eu me referi às cinco habilidades da inteligência emocional, certo? Isso significa que elas podem ser aprendidas, mas, como qualquer outra habilidade, exigem o conhecimento, a prática e a repetição.

Pois bem, existem várias maneiras de você desenvolver sua inteligência emocional e as as habilidades correlatas: você pode começar lendo livros sobre o assunto, encontrando maneiras de buscar autoconhecimento, como a meditação, por exemplo, passar pelo processo de coaching como eu fiz  ou mesmo fazer cursos dedicados ao tema.

O que você não pode é não investir nisso, sob pena de por a perder tudo o que você poderia construir e conquistar na sua vida.

Deixe nos comentários suas dúvidas ou ponderações sobre o artigo  para que eu possa melhorar ou trazer outros  temas que sejam interessantes. E se você gostou curta nossa fanpage e compartilhe! Vamos propagar esses conhecimentos e construir um mundo melhor! 🙂

Kelly Coimbra

Kelly Coimbra é advogada, empresária, consultora e transformational coach.

Possui 19 anos de experiência na área jurídica, tendo exercido cargos de liderança no 1o, 2o e 3o setor, com destaque para atuação como advogada e consultora jurídica de vários organismos internacionais e órgãos de relevância do Governo Federal.

Durante 5 anos teve seu próprio escritório de advocacia, no último como sócia proprietária do Coimbra e Maciel Sociedade de Advogados trabalhou nas diversas áreas do direito, notadamente em Direito Civil, Processual Civil, Administrativo e Constitucional tanto em âmbito administrativo (assessoria) quanto judicial, primeira instância e Tribunais, com atuação ativa em audiências e suporte consultivo aos clientes.

Foi servidora do Poder Judiciário de Goiás e, posteriormente trabalhou 10 anos como consultora jurídica especializada na Organização das Nações Unidas, mais especificamente na UNESCO, no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e também foi consultora jurídica da Organização de Estados Iberoamericanos – OEI, em projetos voltados à área de educação.

Possui 12 anos de experiência no Governo Federal, desempenhados no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) quando atuou como assessora da procuradora-chefe na análise de processos judiciais e administrativos, com elaboração de normativos regulamentares internos, no âmbito da Administração Pública.

Na diretoria financeira do FNDE atuou como líder e gestora de uma equipe de mais de 50 pessoas, assumindo sob sua responsabilidade mais de 30 mil processos para análise de prestação de contas de convênios, possuindo experiência com gestão pública, gestão administrativa e pessoal, supervisão de equipe, multiplicadora e facilitadora de discussões. Dentro da mesma diretoria financeira esteve na liderança de uma equipe de mais de 20 advogados responsáveis pela análise e fornecimento de subsídios em ações judiciais envolvendo o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).

Transformational Coach, Master em PNL, Hipnoterapeuta possui 4 e-books lançados: Como estabelecer metas e objetivos neurologicamente corretos – O Guia Definitivo; Descubra o segredo por trás da inteligência emociona; 7 passos para terminar o ano do jeito que você gostaria e Cansada de não atingir seus objetivos? Conheça os 10 princípios das metas poderosas e leve sua vida para outro nível.

Já realizou treinamentos e programas de desenvolvimento pessoal para mais de 200 mulheres, impactando não somente advogadas, mas empresárias, servidoras públicas e profissionais liberais, tendo palestrado na OAB-DF, Secretaria Municipal de Educação de Cristalina-GO, Casa Flor, FNDE,
Paralelamente, desenvolve o projeto social de empoderamento feminino: Projeto FloreSER.

Mestranda em Direito Empresarial com ênfase em Mediação, Negociação e Resolução de Conflitos, especialista em Direito Público, especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil, auxilia mulheres advogadas a desenvolver alta performance e realizar objetivos, resgatando seu poder pessoal por meio do desenvolvimento da inteligência emocional.

Membro da Comissão da Mulher Advogada e da Comissão de Mediação da OAB/DF.

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