Muitas pessoas me procuram em treinamentos, palestras ou mesmo processos individuais de coaching para compartilhar a sensação que não estão conseguindo ser produtivas, que sentem bater o cansaço no final do dia e isso sempre vem acompanhado daquela sensação de “o dia terminou e eu não fiz nada”. 

Muitas estão estressadas ou confusas, outras acreditam que a carreira está estagnada, outras ainda sequer conseguem ter um tempo de qualidade com as pessoas que amam.

Mas, quer saber a verdade? Um dos maiores sofrimentos da falta de produtividade não está descrito nas linhas acima, mas ele pode ser tão arrebatador quanto!

Eu me refiro à sensação de incompetência que surge quando não conseguimos entregar o trabalho com excelência: aquela peça recursal importantíssima que só conseguimos fazer na última hora, a audiência que foi feita “nas coxas” porque não tivemos tempo de rever o processo e os pontos importantes para a audiência e até mesmo o atraso para os compromissos profissionais agendados com antecedência.  Isso tudo gera no seu cliente a impressão de que você não se importa com ele, é como se, apesar da contrapartida financeira que ele se comprometeu a cumprir, você não está de fato comprometida com ele.

Esse sofrimento pode ir além, ele pode estar presente quando você trabalha como um “burro de carga”, mas não tem uma remuneração compatível com seu potencial e esforços diários. Em não conseguir cuidar da sua saúde e de si mesma, por não sobrar tempo suficiente nem mesmo para fazer as atividades rotineiras do dia-a-dia. E, para completar o pacote, você pode ainda sofrer com o fato de transmitir a falsa ideia às pessoas que você ama de que você não se importa com elas, pois nunca está presente na vida deles.

Bem, em primeiro lugar eu quero te parabenizar estar aqui lendo esse artigo, eu fico realmente feliz por me conectar com pessoas que estejam buscando crescer pessoal e profissionalmente e posso te garantir que estou comprometida a entregar o melhor conteúdo em todos os canais que uso, para que você enxergar e executar alternativas que te façam não só ser capaz de produzir mais em menos tempo, mas também de GERAR RESULTADOS sem abolir a vida pessoal da sua existência. 

Um dos maiores desafios que enfrentei ao longo da minha carreira jurídica e empreendedora foi justamente o fato de ter que lidar com esse furacão que é a nossa vida profissional e acudir todos os outros papéis que nós mulheres exercemos diariamente. Não por acaso, eu passei por vários momentos de estresse elevado, desenvolvi uma doença chamada Túnel do carpo (equivalente à uma lesão por esforço repetitivo), crises depressivas bem desafiadoras e cheguei ao ponto de desmaiar 5 vezes numa mesma semana, cuja justificativa era, para além do fator emocional, a minha inabilidade para gerenciar meu tempo de forma inteligente a fim de ser mais produtiva. 

Um dos piores sentimentos do mundo: o de estar incrivelmente ocupada, mas perceber que não está progredindo. 

E, vou te contar um segredo, nessa época eu já tinha lido muitos livros e artigos, já tinha feito vários cursos sobre administração do tempo.  Então eu terminava o dia com um monte de tarefas da minha lista riscadas, mas não estava satisfeita com o rumo que minha vida tinha tomado e sentia que executar tarefas, riscar coisas da agenda e até gerar resultados ainda estava longe de me colocar no lugar de me perceber efetivamente produtiva e realizada. 

E isso, você segue trabalhando, está indo até bem, mas o progresso parece vir devagar demais e a felicidade está sempre num horizonte distante demais para ser alcançada.

Faltava compreender que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é não só necessário, quanto possível o que também leva a um progresso mais efetivo. Faltava compreender também que nem sempre ser eficaz é suficiente, porque a conquista pode restar esvaziada se não estiver em consonância, em sintonia com quem você é, com o que você realmente quer fazer, com o que realmente é capaz e está disposta a fazer pelos seus sonhos. 

Hoje eu não padeço tanto desses males, mas tive que trilhar uma longa e demorada caminhada até identificar o que funcionava ou não, o que de fato poderia ser aplicado com sucesso na minha vida, em como me tornar uma pessoa e uma profissional melhor, produtiva e com alta performance.

Afinal, uma coisa é apenas fazer coisas, outra muito diferente é ter produtividade e alta performance!

Profissionais de alta performance tem uma metodologia peculiar para planejamento dos seus dias, objetivos, tarefas e ações como venho mostrando aqui no blog. Além disso, são especialistas em afirmar a si mesmos “sou bom no que faço, defino prioridades e trabalho no que é importante”,  “mantenho-me focada e evito distrações’’, “possuo produtividade acima da média porque sei exatamente o que quero e faço o que precisa ser feito”. Já sabemos o poder das afirmações positivas, com comprovações científicas, inclusive, assim, quanto mais forte é a concordância com as afirmações, maior é a probabilidade e capacidade de realizar o que se está declarando. 

Fato é que a produtividade está conectada com a autoestima e autoconfiança, como já mencionei em outro artigo com o título O que a falta de tempo tem a ver com a sua autoestima e, sim, pessoas produtivas, com alta performance são mais felizes, menos estressadas e melhor recompensadas a longo prazo. 

A alta performance e a produtividade que te faz viver isso, não tem nada que ver com altas doses de cafeína ou com profissionais sobre-humanos, senão com pessoas que se dedicam a hábitos positivos e fortalecedores relacionados não só à capacidade laboral, como também à habilidade de comer melhor, de se exercitar melhor, de dedicar tempo para outras áreas e pessoas importantes da vida e por isso mesmo sentir disposição e amor por novos desafios.

A unidade trina da produtividade

Eu venho afirmando isso, a produtividade é uma habilidade que você pode desenvolver e se tornar uma mestra com investimento de tempo, energia e conhecimento nos pontos certos.

A primeira coisa que você precisa entender é a unidade trina da produtividade: metas, foco e energia. Sem isso, a única coisa que vai conseguir é continuar enganando a si mesma, mantendo-se fiel a uma lista de tarefas que te faz terminar o dia com um monte de coisas riscadas, mas com a sensação de não ter feito nada de significativo, cansada e com mais um milhão de coisas importantes para fazer.

Sem metas e planejamento não é possível falar em produtividade, assim que esse é o primeiro passo para começar a desenvolver essa habilidade. Uma dica que te dou é baixar o meu e-book “Como estabelecer metas e objetivos neurologicamente corretos”, feito especialmente para advogadas e que vai te ajudar não só a identificar como planejar a partir de estabelecer as metas corretamente, como também a ter clareza no estabelecimento dessas metas. Clareza é o item que antecede tudo, sem clareza sequer é possível pensar em estabelecer metas.

E ainda te digo mais, isso também vale para equipes!! Equipes que possuem metas e objetivos claros, e por óbvio, desafiadores, superam os demais. Há pesquisas que demonstram como metas coletivas inspiram pessoas a trabalhar mais depressa e por períodos mais longos, a ter mais atenção a tarefas que importam, além de melhorarem seu esforço de um modo geral. 

Gerar e manter a energia elevada é outro ponto determinante para a produtividade. Nesse ponto, é importante considerar que quase tudo o que você faz para cuidar bem de si mesma (lembra que estamos sempre falando de autocuidado?),  o quanto você dedica do seu tempo para atividade física, as escolhas que você faz em relação aos alimentos que consome (sim, somos o que comemos!) e uma boa qualidade do sono são fatores de relevância para alta performance e altamente otimizadores da produtividade. 

E aqui, por óbvio, não podemos deixar de falar da energia correlacionada com a geração de emoções positivas. Pessoas produtivas e são mais felizes e o contrário também é muitíssimo verdadeiro: pessoas felizes são muito mais produtivas (e saudáveis!). Um estudo conduzido pela Universidade de Harvard sobre as pesquisas realizadas ao redor do mundo sobre felicidade, mostrou que não só são mais produtivas, como também melhor avaliadas em relação à qualidade do trabalho, à confiabilidade e à criatividade, nesse sentido recomendo a leitura do livro O jeito Harvard de ser feliz”.

E por fim, não podemos deixar de falar do foco! Com uma profissão cujo exercício tende ao excesso de informações não é tarefa fácil, verdade, manter o foco. Além da sobrecarga de informações, também lidamos com as interrupções e, obviamente, com as distrações que o próprio excesso de informações propicia. As consequências são terríveis! E não só para a produtividade, podemos citar também a síndrome do pensamento acelerado, a própria síndrome de Burnout e por aí vai. 

Lidar com esse fluxo interminável de informações ou ter que gastar boa parte do dia estudando, analisando dados ou buscando informações pode sim nos tornar infelizes, não por acaso a advocacia é uma das profissões com mais depressivos no mundo. 

Essa enxurrada de informações, muitas delas de cunho negativo, provocam sobrecarga, cansaço e negatividade também. E a negatividade, como já vimos está muito longe de gerar o tipo de sentimento ou mentalidade que buscamos concretizar no nosso dia para sermos produtivas e alcançarmos a alta performance. 

A distração também é outra coisa que afasta o foco, por isso é importante ter horários predefinidos para fazer as tarefas mais importantes, onde não seja interrompido e possa destinar seu tempo e ação para uma atividade em específico. E, claro, afastar de vez por todas, isso de fazer várias coisas ao mesmo tempo. É uma enganação acreditar que ser multitarefa te torna mais produtiva, pesquisas e mais pesquisas demonstram que pessoas multitarefas tendem a ser em média 30% menos produtivas que as monotarefas.

Eu sei que parece difícil! 

Sim, parece quase impossível! Porém, posso afirmar que isso de alcançar a produtividade a alta performance é fruto de trabalho duro na implementação não só de novos hábitos como também de uma nova mentalidade. Com frequência, muitos desistem ou tem seus esforços desviados pelas suposições de que simplesmente não é possível. Algumas pessoas acreditam seriamente que o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é algo inviável, outras acreditam que não conseguem estabelecer e trabalhar com metas e objetivos, ou seja, não é o que não sabemos que é um problema, mas o que sabemos e afirmamos com certeza que nos limita e impõe resultados muito aquém do que somos e do que podemos e/ou queremos.

Foi por passar por tudo isso e alguns outros desafios pessoais que não vão caber aqui nesse artigo que eu pude perceber como usar meus dons e talentos para auxiliar mulheres advogadas a não viver (ou deixar de viver) as mesmas situações de sofrimento que eu vivi. Isso me dá energia e foco para seguir adiante no desafio de ser uma pessoa cada mais produtiva, com hábitos positivos fortalecedores e apta a todo os dias subir um degrau na escada da realização dos meus grandes sonhos e objetivos de vida.

É um desafio e um trabalho diário de fortalecimento dos novos hábitos mentais, emocionais e comportamentais que substituíram os que não funcionavam tão bem assim. É um verdadeiro comprometimento comigo mesma e com o que faz sentido para minha existência.

Sendo assim, o convite que te faço, antes de implementar a unidade trina da produtividade  que trouxe para você nesse artigo, é olhar para sua própria vida, sua história e seus sonhos, seus medos (pra saber se são reais ou são apenas projeções equivocadas) e identificar se o caminho que você está trilhando hoje é o caminho que você realmente gostaria de trilhar, se toca seu coração e dá sentido à sua existência. Eis aqui o primeiro e talvez mais importante passo para a construção da produtividade e da alta performance.

Depois disso, pegue a unidade trina da produtividade e coloque em existência, entre em ação! 

Espero que você tenha gostado do artigo.  Se você tem alguma dúvida pode deixar nos comentários que eu vou amar responder e se fez sentido pra você, marque uma amiga pra saber disso também!

Até o próximo artigo!

Com carinho, Kelly Coimbra.

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